O álbum Endless Potential of a Renegade Vanguard (2018), lançado pela gravadora
Heavy Metal Rock Records,
consagra o Queiron como um dos pilares mais sólidos do Brutal Death Metal brasileiro. Após um hiato de cinco anos desde seu trabalho anterior, o quarteto de Capivari (SP) entrega um disco vulcânico e impecavelmente produzido.
Abaixo, confira a análise detalhada desse lançamento obrigatório para os fãs de metal extremo.
Sonoridade: A União entre Brutalidade e Tradição
O grande trunfo do álbum é o perfeito equilíbrio entre a agressividade avassaladora do Death Metal e a sofisticação do metal tradicional. A banda não se limita apenas a despejar velocidades ensurdecedoras; ela investe em estruturas rítmicas ricas, riffs dinâmicos e solos melódicos de alta classe.
A produção sonora merece destaque isolado. O trabalho de mixagem e masterização (feita na Absolute Master) quebrou o estigma de que o som extremo precisa ser confuso. No CD, cada palhetada de guitarra, linha de baixo seca e bumbo duplo na bateria soam com extrema nitidez e peso.
Análise das Faixas Principais
- "Imperia Caedes": A abertura do disco engana com dedilhados calmos e melódicos, mas logo explode em um Speed/Brutal Death Metal devastador de primeira linha.
- "Pestis Pain": Mostra a potência latente do grupo, com os urros viscerais de Marcelo Grous em perfeita sintonia com a bateria incansável de Oscar M. Vision. Uma música nascida para abrir rodas e quebrar pescoços em shows.
- "Denial Upon The Heavenly Scorn": Uma das composições mais violentas do play, guiada por blast-beats insanos e riffs cortantes que sintetizam a essência renegada proposta no título do álbum.
- "Iussu Caelest Negabunt": Uma faixa instrumental técnica que serve como o respiro perfeito no meio do caos, sem deixar a peteca do peso cair.